terça-feira, 10 de novembro de 2009

A letra mata? A marginalização do estudo teológico

Deus existe? Quem é Deus? Onde Deus está? Para onde vou após a morte? Existe céu? Existe inferno? Devo crer na Bíblia como Palavra de Deus?

Todos os cristãos que algum dia já se detiveram na reflexão destas simples interrogações, experimentaram momentos de meditações teológicas, pois a teologia contempla os mistérios da vida e as revelações divinas.


Mas, afinal, o que é teologia cristã? Uma resposta objetiva e clássica seria: “fé em busca de entendimento”. A partir desse significado, percebemos que a teologia acadêmica não deve ser o exame da Bíblia, de forma indiscriminada e leviana, pelo contrário, esta deve ser utilizada para compreender melhor aquilo que previamente expressa o texto bíblico, a despeito das suas crenças. Não obstante a todas estas ponderações, não é difícil encontrar opositores do estudo teológico entre os mais diversos grupos religiosos. Em verdade, esse comportamento é peculiar em muitos deles. Entretanto e lastimavelmente, isso é constatado também no seio da igreja evangélica.

Geralmente, o texto justificativo desse posicionamento encontra-se nas conhecidas palavras do apóstolo Paulo, que dizem:
O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica” (2Co 3.6; grifo do autor). Eis aí a questão que lança os fundamentos para a hostilidade de alguns em relação ao estudo teológico.

Pois bem, se o apóstolo Paulo declara que a letra mata, então este fato é conclusivo. O que alguns precisam descobrir é quem de fato é essa “assassina”.

Essa “tal letra”, mencionada pelo apóstolo, tem sido alvo de distorções, prejudicando o desenvolvimento do ensino na igreja. É verdade que essa objeção ao estudo teológico é defendida por cristãos sinceros, mas que deliberaram marginalizar o estudo teológico acreditando ser uma atitude louvada pela Bíblia, sendo curioso e contraditório, ao mesmo tempo. Mas o fato é que essa tal “letra que mata” vem tendo seu verdadeiro sentido também assassinado por alguns que a tentam interpretar. São aqueles a quem podemos chamar de “os assassinos da letra”.


Alertamos que a letra a que Paulo se referiu não pode ser identificada como sendo o estudo (conhecimento) teológico. Até porque o apóstolo era um dos doutores da igreja (At 13.1) e jamais poderia pensar assim. Acredito que são dispensáveis aqui quaisquer comentários sobre a erudição e a aplicação de Paulo aos estudos. Isso é uma prova cabal dos benefícios da educação teológica!

Acerca de Coríntios 3.6, Paulo estava falando sobre a superioridade da nova aliança sobre a antiga. A morte causada pela letra realmente é espiritual, porém, é bom salientar que se trata de uma alusão ao código escrito da lei mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita, mas não proporciona poder para isso. É representada pelas tábuas de pedra (3.3). Por outro lado, o espírito vivifica porque escreve a lei de Deus em nossos corações, trazendo-nos a vida em medida muito maior do que realizava sob a antiga aliança. É representado pelas tábuas da carne (3.3). Portanto, como podemos ver, o texto comentado não fundamenta, em qualquer instância, a rejeição aos estudos teológicos.


Todo o legado doutrinário que usufruímos hoje foi preservado por causa do zelo impetrado pelos teólogos que formalizaram a fé por meio de credos, confissões e outras obras. As doutrinas cristãs sobreviveram ao tempo porque o Espírito Santo se encarregou de inspirar e levantar teólogos comprometidos com a fé! O estudo da teologia é um instrumento indispensável para o saudável desenvolvimento da Igreja. Todos nós precisamos da teologia!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Como José, filho de Jacó, conseguiu guardar alimentos durante sete anos e onde? Teria utilizado um método milagroso para conservá-los (Gn 41.1-37)?



Naquela época, os cereais, plantas cujos grãos serviam de base à alimentação, especialmente o trigo, eram a principal fonte do sustento humano. O método de conservação era mediante os recursos naturais: os silos (fossos cavados na terra para depósito e manutenção dos cereais e das forragens verdes) e os celeiros (que permitiam a preservação dos alimentos por um longo período de tempo). A Bíblia narra que José abriu todos os celeiros: “Havendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José tudo em que havia mantimento, e vendeu aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito” (Gn 41.56). Todavia, não diz nada que houve milagre neste processo de armazenamento, embora o próprio Faraó tivesse reconhecido que em José havia o “espírito de Deus” e que não existia ninguém tão sábio e ajuizado quanto ele: “E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu” (Gn 41.38,39).

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Por que Daniel não foi jogado na fornalha de fogo ardente com seus amigos, afinal, não estavam juntos (Dn 3.1-30)?


O reino de Babilônia era dividido em províncias. Daniel foi nomeado governador sobre todas as províncias e permaneceu na capital do império. Atendendo a um pedido seu, o rei concordou que seus companheiros assumissem cargos políticos importantes no reino e, por isso, separaram-se: “E pediu Daniel ao rei, e constituiu ele sobre os negócios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque e Abednego; mas Daniel permaneceu na porta do rei” (Dn 2.49). A imagem do rei Nabucodonosor foi levantada no campo de Dura, distante cerca de dez quilômetros da Babilônia. Tudo indica que Daniel não estava presente ou foi dispensado de ter de demonstrar sua lealdade ao rei devido à sua elevada posição.

João Ferreira de Almeida


Sempre que você compra uma bíblia, em alguma parta da capa ou nas páginas iniciais, um nome sempre está presente, “João Ferreira de Almeida”, ele foi a primeira pessoa a traduzir a bíblia para o português, no qual duas das bíblias mais utilizadas hoje pelos brasileiros foram traduzidas por ele, a Revista e Corrigida e a Revista e Atualizada. Até o século XV, apenas alguns trechos da bíblia tinham sido traduzidos para o português, mas apenas disponível em 1753 na tradução completa e lançada em três volumes, e a sua versão em um único volume foi lançada em Londres no ano de 1819, também na versão Almeida.
Apesar de sua extrema importância, pouco se sabe sobre sua vida, esse pouco se encontra em uma dedicatória de um de seus livros, e registros nas atas de igrejas reformadas no sudeste da Ásia, no qual trabalhou como pastor, missionário e tradutor até a metade do século XVII.
Nascido na cidade de Torres de Tavares, em Portugal, Almeida morreu em 1693 – na Batávia, atual ilha de Java, Indonésia. João Ferreira de Almeida começou a traduzir a bíblia para o português com apenas 16 anos, se dedicando a essa tarefa até o final de sua vida.
1753 - Tradução de João Ferreira de Almeida, em três volumes.
1790 - Versão de Figueiredo, elaborada a partir da Vulgata pelo padre católico Antônio Pereira de Figueiredo. Foi publicada em sete volumes, depois de 18 anos de trabalho.
1819 - Primeira impressão da Bíblia completa em português, em um único volume. Tradução de João Ferreira de Almeida.
1898 - Revisão da versão de João Ferreira de Almeida, que recebeu o nome de Revista e Corrigida.
1917 - Versão Brasileira. Elaborada a partir dos originais, foi produzida durante 15 anos por uma comissão de especialistas e sob a consultoria de alguns ilustres brasileiros. Entre eles: Rui Barbosa, José Veríssimo e Heráclito Graça.
1932 - Versão de Matos Soares, elaborada em Portugal.
1957 - Bíblia Sagrada Ave-Maria, publicada pela Editora Ave Maria.
1959 - Versão dos Monges Beneditinos. Elaborada a partir dos originais para o francês, na Bélgica, e traduzida do francês para o português.
1968 - Versão dos Padres Capuchinhos. Elaborada em Portugal, a partir dos originais.
1981 - Bíblia de Jerusalém, publicada pela Editora Paulus.
1988 - Bíblia na Linguagem de Hoje. Elaborada no Brasil, pela Sociedade Bíblica do Brasil, a partir dos originais.
2000 - Nova Tradução na Linguagem de Hoje, elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil.
2001 - Nova Versão Internacional, publicada pela Editora Vida e Sociedade Bíblica

EM MANUTENÇÃO

A EPE de Ermelino Matarazzo está passando por uma reestruturação (ou re-estruturação de acordo com a nova ortografia hahaha)deste modo ficando off por alguns meses, em breve retornaremos.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Ministério de Ensino/ EPE (Escola de Profetas Estrutural)

O Ministério de Ensino da Igreja Renascer em Cristo de Ermelino Matarazzo, vem desenvolvendo ao longo desses meses atividades voltadas para o crescimento espiritual e ministerial dos seus alunos e professores, como a formatura da Escola de Profetas Estrutural realizada no inicio do ano, na qual foi entregue os certificados aos concluintes dos módulos, além da homenagem ao Pr. Lindomar, ministração do Pr. Nelson e um café da manhã oferecido pelo próprio ministério.
A EPE da Renascer Ermelino Matarazzo também realizou no dia 10 de abril um passeio ao “Museu da Bíblia”, no qual professores e alunos puderam ver e aprender sobre a história da bíblia, suas traduções em diversas línguas, os vários tipos de bíblia, e os grandes responsáveis pelas milhares de traduções existentes hoje, que passam de 2.000 línguas. Passeio que contou com os oficiais da Renascer Cidade A. E. Carvalho, que aprovaram nossa iniciativa, sendo uma oportunidade propicia para troca de experiências entre as duas igrejas.
Os próximos projetos são uma Festa à Fantasia, além do Simpósio com o tema inicial sobre aborto, no qual estaríamos contanto com a presença de um Pastor, um médico obstetra/ginecologista e um psicólogo, todos esses profissionais envolvidos para o esclarecimento das conseqüências do aborto, concepção, anormalidades congênitas etc, além das conseqüências espirituais ocasionadas por este ato.
Buscando sempre a organização com planejamento prévio, através de reuniões mensais realizadas todo 1° domingo do mês, com pauta previamente estabelecida, lista de presença e divisões de responsabilidades, o Ministério de Ensino desse modo visa reconhecer o desempenho de seus alunos e buscar alternativas para o crescimento do ministério, sempre buscando a excelência e melhoria da prática do ensino religioso dentro da igreja.