domingo, 14 de março de 2010

TRADUÇÃO DA BIBLÍA PARA LÍNGUAS INDÍGENAS Cont.

Desde 2001, a Sociedade Bíblica do Brasil passou a intensificar seu programa de cooperação com instituições que têm o objetivo de traduzir a Bíblia para línguas minoritárias – aquelas que contam com um menor número de falantes –, em especial as faladas entre os povos indígenas do Brasil. Com isso, a entidade pretende contribuir para a preservação da cultura desses povos e reforçar mais uma vez a sua missão de levar a Palavra de Deus para todos os brasileiros.

Uma pátria com mais de uma língua. Assim é o Brasil. Um país que reúne uma população que fala mais de 180 idiomas diferentes. Sim, o português não é a única língua em uso no Brasil. Perto de 370 mil indivíduos, que integram cerca de 220 grupos indígenas espalhados em diversas regiões, falam outras línguas.

Embora sejam brasileiros como qualquer cidadão nascido nessa pátria, poucos são aqueles que têm acesso à Bíblia em seu idioma materno. Mas graças à extrema dedicação de profissionais e entidades, hoje existem partes do texto bíblico traduzidas para 44 línguas indígenas brasileiras diferentes. Destas, apenas três têm a Bíblia completa: Wai-Wai, Guajajara e Guarani-Mbyá.

Fonte: http://www.sbb.org.br/

Traduções da Bíblia em línguas indígenas do Brasil

As Traduções da Bíblia em línguas indígenas do Brasil são feitas para os indígenas do Brasil poderem ler a Bíblia. Algumas vezes incluem a formação da gramática de determinada língua. Todas as traduções modernas tiveram índios como revisores. A principal organização que cuida deste trabalho é a Sociedade Bíblica do Brasil.

Kaingang

Os trabalhos de tradução da Bíblia em língua kaingang fizeram com que, em 1977, fosse disponibilizada a primeira edição do Novo Testamento em kanigang, num trabalho coordenado pela linguista alemã Ursula Wiesemann.

A segunda edição revisada da Bíblia em kanigang foi lançada em 14 de janeiro no distrito de Rio das Cobras, Paraná, numa cerimônia que reuniu mais de mil pessoas.

Esta edição também foi coordenada por Wiesemann, tendo a participação de indígenas kaningangs na comissão de tradução.

Kaiova


A primeira edição do Novo Testamento foi publicada em 1991. Após 12 anos, foi disponibilizado os livros de Salmos e Provérbios. A coordenação do projeto é da lingüista e antropóloga Loraine Irene Bridgeman, do SIL.

Xerente

O trabalho de tradução da Bíblia para o idioma xerente foi coordenado pelo missionário catarinense Guenter Carlos Krieger e sua esposa, Wanda Braidotti Kriegar, da Junta de Missões Nacionais, da Convenção Batista Brasileira.

O trabalho começou em 1967, e o Novo Testamento foi concluído em 2004. Para a tradução, foi necessário criar a linguagem escrita da língua xerente, já que era uma língua ágrafa.

Fonte: http://pt.wikipedia.org

domingo, 31 de janeiro de 2010

TRADUÇÃO DA BIBLÍA PARA LÍNGUAS INDÍGENAS

O processo de tradução do texto bíblico para esses idiomas é bastante complexo. Em geral, a língua indígena é ágrafa. Ou seja, não tem representação gráfica. Com isso, as equipes que se envolvem nesse trabalho têm de conviver, durante décadas, diretamente com essa população a fim de aprender e normatizar a língua para qual pretendem traduzir as Escrituras Sagradas. Além disso, eles têm que conhecer a realidade cultural em que está inserida a população, para buscar dentro da língua formas de explicar o conteúdo das Escrituras, como por exemplo:

Criador antigo, Aquele que nos fez, O que existe eternamente, Um herói supernatural moralmente bom, Nosso pai verdadeiro.

Esses são alguns exemplos dos significados encontrados para transmitir o conceito bíblico de Deus a diferentes povos indígenas, de maneira que entendessem sua magnitude dentro do contexto linguístico e cultural em que vivem.
Além de possibilitar que esses povos tenham acesso às Escrituras Sagradas, o trabalho de tradução da Bíblia para esses idiomas contribui para a preservação e valorização cultural desse segmento da população.

O QUE É UMA HERESIA?

Heresia é qualquer ensino que se afasta dos ensinamentos normais de uma tradução religiosa. Em particular, isto se refere a grupos dentro do Cristianismo que ignoram alguns de seus elementos básicos - tal como a idéia de que Cristo foi divino. A palavra grega (hairesis), que literalmente significa "escolha", é usada no Novo Testamento para designar uma seita ou facção, Por exemplo, os saduceus eram uma seita dentro do Judaísmo (Atos 5:17), assim como eram os fariseus (15:5).

Eventualmente, a palavra "heresia" veio a significar o ensino particular que causava a separação de alguns do Cristianismo ortodoxo. Assim, Pedro exortava os cristãos sobre vários falsos mestres que tentariam demover os fiéis com seus ensinos heréticos (II Pedro 2:1). Na era moderna, esta é a forma como a palavra "heresia" é normalmente entendida; é incomum e/ou falso ensinamento aquele que prejudica a fé de certos fiéis e também causa facções distintas dentro da igreja.

Algumas heresias famosas incluem o Gnosticismo, a perda de um corpo de idéias que normalmente incluem o ensino de que um ser maligno criou o mundo físico; Docetismo, que ensinava que Cristo não era humano de verdade; e muitas outras, freqüentemente tendo a ver com a identidade de Cristo ou com a Trindade (dois tópicos muito polêmicos na história da igreja).

Judá


A história do homem chamado Judá, filho de Jacó, restringe-se ao relato bíblico e às fontes tradicionais do judaísmo. Era o quarto filho de Jacó e de Léa, e a raiz hebraica de seu nome, Yah hu Dah, é uma expressão de agradecimento a Deus. Judá teve participação na trama que visava o desaparecimento de seu meio-irmão mais novo José. Mais tarde, Judá e seus irmãos foram ao Egito pedir alimento durante um período de 7 anos de escassez. Seu irmão, Simeão, foi mantido cativo pelo administrador daquele país (secretamente, o próprio José), e os demais irmãos se viram obrigados a levar em sua presença seu irmão mais moço, Benjamin. Após estes eventos, os doze irmãos reuniram-se em paz novamente, e juntamente com seu pai Jacó, tomaram residência na margem leste do delta do Rio Nilo.
Antes de morrer, Jacó abençoou cada um de seus filhos. Acerca de Judá, Jacó lhe prometeu que seus irmãos lhe prestariam homenagem, e que o cetro não se arredaria de sua mão, e o legislador não se apartaria de seus pés, predizendo assim o destino da descendência de Judá sobre todo Israel.
O primeiro livro de Crônicas relata que Judá casou-se com Suá, e teve três filhos: Er, Onã e Selá, dos quais Er e Onã vieram a falecer. Mais tarde, Judá teve mais dois filhos com sua nora Tamar: Perez e Zerá. É dito que, a partir destes descendentes, formou-se a tribo de Judá.
Importante ressaltar que o termo judeu origina-se da tribo de Judá, sendo a única tribo de Israel que foi preservada da descaracterização depois da invasão dos assírios. Enquanto as demais tribos foram forçadamente miscigenadas com os povos pagãos, os descendentes de Judá, preservaram suas tradições durante o exílio babilônico. Assim, pode-se dizer que nem todos os israelitas primitivos poderiam ser considerados judeus no sentido étnico.

VIVER PELA FÉ


"E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé."
Gálatas  3.11

“A fé é indispensável a todos que se doam ao Senhor, pois sem fé é impossível agradar a Deus”
Hebreus 11.6


Viver pela fé é "Perder a vida", nisto resume todas as demais definições.
Jesus disse: "... quem perder a sua vida por minha causa, achá-la-á." (Mt 16.25). Este é o grande segredo de viver pela fé, perder a vida por Jesus! Deixando o pecado, que afasta o homem do Senhor  (Gl 5.16-21).
Para viver pela fé é necessário colocar-se em segundo plano, oferecendo o primeiro lugar para Deus. (Mt 6.33) Esta forma de vida, adquiri-se no convívio diário com o Mestre, observando os seus ensinamentos, desenvolvendo a comunhão, a justiça, o amor, a santidade etc. É indispensável ser sensível ao Espírito Santo e ouvi-Lo.
O viver pela fé é uma realidade tão necessária quanto se alimentar; e não é privilégio de alguns, é dever de todos.

Disse Paulo:

"Cristo morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmo... Quando alguém está unido com Cristo, é uma nova pessoa, as cousas antigas passaram e se fizeram novas."

(2º Corintios 5.15, 17)

Se você já é uma nova pessoa, viva diariamente na fé em santidade e pureza e verás o que Deus faz através de homem que se santifica.
Existe aqueles que enxergam esta situação como uma grande aventura floreada e romantizada, entendem que é preciso abandonar tudo - trabalho, bens, cidade etc.- e ficar esperando confiante na graça de Deus, algo parecido com o acontecido ao profeta Elias, quando foi alimentado pelos corvos (1 Rs 17.1-7 ). É um entendimento errôneo da verdade e vontade de Deus, pois o viver pela fé é para todos, envolve as 24 horas do dia. Não é um mandamento direcionado especificamente a alguns que se acham chamados para o "ministério, obras missionárias, etc". Estes espelham-se em narrativas de homens que viveram uma situação diferente em suas vidas.Muitos descobrem esta realidade um pouco tarde e tornam-se blasfemos, murmuradores diante do Pai.

A simples fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a  fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém,  alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso.

 A fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como "uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras". A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A letra mata? A marginalização do estudo teológico

Deus existe? Quem é Deus? Onde Deus está? Para onde vou após a morte? Existe céu? Existe inferno? Devo crer na Bíblia como Palavra de Deus?

Todos os cristãos que algum dia já se detiveram na reflexão destas simples interrogações, experimentaram momentos de meditações teológicas, pois a teologia contempla os mistérios da vida e as revelações divinas.


Mas, afinal, o que é teologia cristã? Uma resposta objetiva e clássica seria: “fé em busca de entendimento”. A partir desse significado, percebemos que a teologia acadêmica não deve ser o exame da Bíblia, de forma indiscriminada e leviana, pelo contrário, esta deve ser utilizada para compreender melhor aquilo que previamente expressa o texto bíblico, a despeito das suas crenças. Não obstante a todas estas ponderações, não é difícil encontrar opositores do estudo teológico entre os mais diversos grupos religiosos. Em verdade, esse comportamento é peculiar em muitos deles. Entretanto e lastimavelmente, isso é constatado também no seio da igreja evangélica.

Geralmente, o texto justificativo desse posicionamento encontra-se nas conhecidas palavras do apóstolo Paulo, que dizem:
O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica” (2Co 3.6; grifo do autor). Eis aí a questão que lança os fundamentos para a hostilidade de alguns em relação ao estudo teológico.

Pois bem, se o apóstolo Paulo declara que a letra mata, então este fato é conclusivo. O que alguns precisam descobrir é quem de fato é essa “assassina”.

Essa “tal letra”, mencionada pelo apóstolo, tem sido alvo de distorções, prejudicando o desenvolvimento do ensino na igreja. É verdade que essa objeção ao estudo teológico é defendida por cristãos sinceros, mas que deliberaram marginalizar o estudo teológico acreditando ser uma atitude louvada pela Bíblia, sendo curioso e contraditório, ao mesmo tempo. Mas o fato é que essa tal “letra que mata” vem tendo seu verdadeiro sentido também assassinado por alguns que a tentam interpretar. São aqueles a quem podemos chamar de “os assassinos da letra”.


Alertamos que a letra a que Paulo se referiu não pode ser identificada como sendo o estudo (conhecimento) teológico. Até porque o apóstolo era um dos doutores da igreja (At 13.1) e jamais poderia pensar assim. Acredito que são dispensáveis aqui quaisquer comentários sobre a erudição e a aplicação de Paulo aos estudos. Isso é uma prova cabal dos benefícios da educação teológica!

Acerca de Coríntios 3.6, Paulo estava falando sobre a superioridade da nova aliança sobre a antiga. A morte causada pela letra realmente é espiritual, porém, é bom salientar que se trata de uma alusão ao código escrito da lei mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita, mas não proporciona poder para isso. É representada pelas tábuas de pedra (3.3). Por outro lado, o espírito vivifica porque escreve a lei de Deus em nossos corações, trazendo-nos a vida em medida muito maior do que realizava sob a antiga aliança. É representado pelas tábuas da carne (3.3). Portanto, como podemos ver, o texto comentado não fundamenta, em qualquer instância, a rejeição aos estudos teológicos.


Todo o legado doutrinário que usufruímos hoje foi preservado por causa do zelo impetrado pelos teólogos que formalizaram a fé por meio de credos, confissões e outras obras. As doutrinas cristãs sobreviveram ao tempo porque o Espírito Santo se encarregou de inspirar e levantar teólogos comprometidos com a fé! O estudo da teologia é um instrumento indispensável para o saudável desenvolvimento da Igreja. Todos nós precisamos da teologia!